"Pensam alguns que o problema da educação no Brasil é a falta e recursos. É verdade que há falta de recursos. Mas é mentira que se vierem os recursos a escola vai ficar inteligente. Computadores, satélites, parbólicas e televisões não substituem o cérebro.
Panela novas não transformam um cozinheiro ruim num cozinheiro bom. Cozinheiro não se faz com panelas, muito embora as panelas sejam indispensáveis.
Escolas, não se faz com meios técnicos, embora estes possam ajudar. É perigoso dar meios eficazes a quem falta inteligência." (Rubem Alves)


sábado, 14 de janeiro de 2012

brincadeiras

algumas brincadeiras para serem realizadas em sala de aula...

recebi por e-mail, mas todas foram retiradas da net...


GUMAS BRINCADEIRAS:
Como é meu colega
Diga à classe que todos vão ganhar um retrato. Pregue na parede uma folha de papel Kraft da altura da criança. Posicione o aluno de modo que fique encostado na folha e, com um lápis, desenhe o contorno do corpo dele. Estimule a turma a dizer como é o cabelo, o rosto, se usa óculos etc. Durante a atividade, repita muitas vezes o nome do aluno, para que os colegas memorizem. Faça o retrato de todos. Por fim, peça a um colega que desenhe o seu contorno, repetindo o processo de observação, para que as crianças também se familiarizem com você. Pendure os desenhos na parede e elogie o grupo. Nos dias seguintes, logo na entrada, pergunte à classe quem é cada um dos colegas desenhados e se ele está presente. Se estiver, ganha uma salva de palmas. Deixe os papéis expostos por algum tempo. É importante para os pequeninos que suas produções permaneçam ali até eles se sentirem pertencentes ao grupo e ao ambiente. Recomendado para: Educação Infantil
DICA: Esta atividade, deu início ao Projeto Eu sou assim, meu corpo e minha identidade (ver nos arquivos antigos -"Projetos"), depois, foi feito a pintura e enfeite de cada boneco para que fossem ao baile de bonecos. Para trabalhar a coordenação motora, cada um dançou com seu boneco segurando-o para que não rasgasse ou caísse, foi muito lindo. O meu boneco, foi recortado em 4 partes e dele foi feito um quebra-cabeça para que trabalhássemos algumas partes do corpo. Eles adoraram. estas atividades envolvam e encanyam a turminha.
Os materiais que vamos usar
Esconda na sala sacos ou embrulhos contendo materiais diversos que farão parte do cotidiano da meninada. Pode ser, por exemplo, livros, jogos, pincel, tesoura ou um pouco de argila. Peça às crianças que procurem, em duplas, pelos objetos. Isso já estimula a cooperação entre elas. Oriente a busca dizendo quente, se o que procuram está perto, morno, se está a uma distância média, ou frio, quando estiver longe. Depois que todos os pacotes forem encontrados, pergunte que atividades podem ser feitas com os materiais e aproveite para explicar melhor a função de cada um. Mostre como e onde eles ficarão guardados, chamando a atenção para a importância de manter o ambiente de trabalho sempre bem organizado.
DICA: Depois de brincar, fiz uma adaptação desta brincadeira para que a atividade continuasse. Desta vez, as crianças aguardaram do lado de fora da sala, apenas UM MATERIAL foi escondido, as crianças retornam e localizam o material escondido, quem acha, deve sentar imediatamente no chão, sem falar nada ou dar dicas aos demais. As primeiras vezes estão tão eufóricos que não aguentam, entregam o local ou sentam e ficam olhando, nas outras vezes eles cooperam mais.
Recomendado para: Educação Infantil
Meu nome é...
Faça crachás com o nome das crianças e coloque no chão da sala, no meio de uma roda. Peça que cada uma identifique seu nome. Incentive o reconhecimento das letras iniciais, conte quantas letras compõem cada nome e faça com que elas percebam letras iguais em nomes diferentes. Quando todas já estiverem com crachá, comece um gostoso bate-papo sobre as preferências de cada um quanto a um tema predeterminado (como alimentos, brincadeiras, objetos ou lugares). Agrupe as crianças de acordo com as afinidades. Na etapa seguinte, peça aos alunos que desenhem aquilo de que gostam em uma folha e coloquem o nome. Quem não souber escrever sozinho pode copiar do crachá. Depois de prontos, os desenhos são mostrados aos colegas e, em seguida, expostos no mural. Com os alfabetizados, a dinâmica é a mesma, mas, além de desenhar, eles podem fazer uma lista de suas preferências.
Recomendado para: Educação Infantil
DICA: Muitas outras brincadeiras podem ser realizadas diariamente com o crachá, para que identifiquem os nomes dos colegas e o seu. Todo dia pode haver uma dinâmica na hora da rodinha. Uma criança recebe o crachá e entrega as demais, a professora fala características física da criança da qual ela está segurando o crachá e os demais devem adivinhar quem é, misturar bem os crachás e deixá-los no centro da rodinha, cada criança acha o seu, entregá-los aleatoriamente e cada criança deve "ler" e entregar ao dono... enfim, sempre uso os crachás em outras atividades, eles se divertem muito.
Eu sou assim
Peça aos alunos para trazerem uma caixa de sapatos, que será transformada em caixa postal. O primeiro passo é fazer um corte horizontal em uma das laterais menores da caixa, por onde vai passar um envelope. Em seguida, numere-as e determine quem será o dono de cada uma. Diga a todos que memorizem o próprio número. Depois de prontas, coloque as caixas sobre a sua mesa. Numa segunda etapa, organize um sorteio. Cada estudante vai retirar de um saquinho um número, que será o da caixa de um de seus colegas, para quem ele escreverá uma carta. A mensagem deve ser anônima. No texto, o aluno se descreve fisicamente e escreve um pouco sobre seu dia-a-dia e seus gostos. O importante é dar informações suficientes para o destinatário adivinhar quem ele é e, de quebra, conhecer um pouco mais sobre sua vida. Ninguém pode ver o colega depositar a carta na caixa. Caso contrário, acaba o mistério sobre o remetente. Recomendado para: 1ª a 4ª séries
Quem é meu professor?
Organize uma entrevista para que os alunos conheçam você melhor. Divida-os em grupos e solicite que elaborem questões como se fossem repórteres. Diga que as perguntas podem ser sobre sua idade, se tem filhos, quanto tempo tem de profissão ou onde mora, por exemplo. Prontas as questões, sente-se num local da sala onde todos possam vê-lo bem para respondê-las. Avise que todos deverão trazer, no dia seguinte, um breve texto sobre tudo o que lembrarem. Assim, eles prestam atenção. Na próxima aula, sorteie algumas crianças para ler a produção escrita e peça que as demais avaliem e complementem se necessário. Proponha essa atividade depois de promover a apresentação e o reconhecimento do espaço físico da escola (a seguir). Recomendado para: 1ª a 4ª séries
Turismo na escola
Se a sua turma for de 1ª a 4ª série, divida os alunos em grupos. Esse é um bom momento para integrar os novatos. Deixe-os junto aos veteranos, que devem se comportar como verdadeiros guias e anfitriões. Em cada folha de papel, descreva um local da escola, coloque os textos em uma caixa e organize um sorteio. Cada grupo retira um papel e tenta adivinhar qual é o local descrito. Em seguida, desafie os grupos a encontrar os locais sorteados. Chegando ao destino, os alunos desenham o ambiente com o máximo de detalhes, escrevem o nome dos funcionários que trabalham lá e a sua função. De volta à classe, os grupos trocam observações e registros e expõem suas produções. Num segundo momento, peça a eles que produzam um mapa da escola (com a sua ajuda, é claro) numa folha de cartolina. Em cada local específico do mapa, os desenhos são fixados. Estimule os grupos, nos dias seguintes, a visitar as dependências que ainda não foram percorridas. Em turmas de 5ª a 8ª séries, a garotada pode fotografar esses lugares e fazer entrevistas mais longas com os funcionários. Nesse caso, você não precisa fazer o mapa e pode pedir textos detalhados sobre os diversos pontos turísticos da escola.
Recomendado para: 1ª a 8ª séries
Direitos e deveres
Já nos primeiros dias, estabelecer os famosos combinados pode evitar problemas e garantir um bom relacionamento ao longo do ano. Comece discutindo com a garotada o que espera do ano que se inicia e qual a melhor maneira de trabalhar em grupo para alcançar esses objetivos. Formule com todos (e escreva no quadro) a continuação das seguintes frases: Temos direito a... e Somos todos responsáveis por.... Lembre-se de que a declaração de direitos e deveres deve ser inspirada nas normas gerais da escola que os alunos precisam conhecer e ser focada no que deve ser feito, e não no que é proibido. A etapa seguinte é descobrir o que as outras turmas da escola combinaram. A troca de informação, além de enriquecer os tratados feitos por eles, promove a integração com colegas de outras classes. Ao terminar, peça a cada um que copie os tratados e cole na agenda. Assim, o texto estará sempre à mão. Além disso, os estudantes podem produzir dois grandes cartazes em cartolina para pendurar na parede da classe.
Recomendado para: 1ª a 8ª séries
O que vamos aprender
Todo ano é a mesma coisa: o que esperar da série que se inicia? Uma situação desconhecida sempre dá um friozinho na barriga. Para baixar a ansiedade da meninada, registre no quadro algumas dúvidas e expectativas do grupo sobre o trabalho na nova classe e convide alguns estudantes da série seguinte para respondê-las. Deixe que falem livremente sobre as suas impressões e vivências como ex-aluno da série. Esse intercâmbio, logo no início, deixa a turma mais tranqüila e segura e valoriza a cooperação e a interação entre diferentes classes. Recomendado para: 1ª a 8ª séries
Fonte: Revista Nova escola - edição de 2005
No site vivências pedagógicas, encointrei mais dicas
#Encontre uma música que cante a alegria e que você acredite seja significativa para crianças da idade com as quais você vai trabalhar. Distribua revistas para as crianças. Peça para que procurem imagens que provoquem boas sensações. Monte junto com as crianças um painel com as imagens que todos escolheram. Coloquem o painel num lugar privilegiado, acessível a todos. Sempre que precisar despertar boas sensações, mostrem o painel e conversem sobre as imagens.
#Converse com as crianças sobre os super-heróis (para adolescentes escolham personalidades ou personagens da literatura) que elas mais admiram, descubra exatamente o que eles admiram. Discuta sobre esses comportamentos e ou valores. Faça uma lista. Peça para que as crianças produzam uma história na qual a turma seja protagonista e que demonstrem tais comportamentos e valores. Sempre que precisar despertar todas as sensações que envolveram tal atividade, leia a história.
#SEMPRE leia para as crianças. TODOS OS DIAS.

#Crie analogias, tais como: aprender isso será tão fácil quanto tomar um copo de água (analise a pertinência da analogia). Peça para que as crianças façam o mesmo: aprender isto foi tão gostoso quanto? Provoquem este tipo de reflexão a todo o momento. Instigue seus alunos a trazer coisas de sua realidade.
Motive-os a perceber o quanto a escola está próxima de suas histórias, suas necessidades e suas vontades.

#Brinque. Prepare atividades em que as crianças possam utilizar todo seu potencial criativo. Utilize para isto todos os recursos disponíveis: o corpo em diversos tipos de brincadeiras; brinquedos e jogos.
Fonte: Site Vivências Pedagógicas, por Rosemeire Benedita da Silva

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

album amor ao próximo












folclore


Parlendas

Parlendas são um palavreado ritimado, porém sem nexo, sem compromissos com a realidade , ou sentidos.
Hoje é Domingo,
pé de cachimbo
O cachimbo é de ouro
que bate no touro,
O touro é valente
que bate na gente,
A gente é fraco ,
Cai no buraco,
O buraco é fundo,
acabou-se o mundo.
......................
Um dois, feijão com arroz
Três quatro pirão no prato
5, 6 galo inglês,
7,8 café com biscoito,
9e 10, burro que tu és.

Trava-línguas
O peito do pé de Pedro é preto.

 Debaixo da cama tem uma jarra,
dentro da jarra tem uma aranha,
Tanto a aranha, arranha a jarra,
como a jarra arranha aranha..

  Ia por um caminho,
Encontrei um ninho de mafagafo,
Com três mafagafinhos,
Quem desmafagafar o ninho,
será um bom desmafagafador.

Toco preto, porco crespo.
 Um tigre, dois tigres, três tigres





Fórmulas de escolha.

Meu pai fez uma casa quantos pregos ele gastou? (Daí se diz a quantidade, geralmente nunca superior a vinte, e em quem cair será o escolhido.)

Meu pai fez uma casa, que cor ele pintou.
(Diz-se a cor, de depois, soletrando o nome da cor, em quem terminar será o escolhido.)

Lá vem o caminhão de picolé, que sabor você quer?
(O mesmo procedimento.)

Onga, lá ponga, lá butinez, um dos três.

Meu pai mandou eu escolher este daqui, mais como eu sou teimoso eu escolho este daqui.

Lá em cima daquele morro tem um pé de aricum, quando cai faz pum.




Crendices

Quando o gado estava afogado, virava-se a tramela e o pau de fogo no fogão.

Vira-se a vassoura para a visita ir embora

Ou finca-se uma faca na porta.

Coceira na mão é presente, aí tem que fechar.


folclore


DIA DE SACI, BOITATÁ, MULA-SEM-CABEÇA...

Bumba-meu-Boi, o boi de mil nomes...

      Só de nome esse boi está cheio! Quer ver? No Recife se chama Boi-Calemba; no Amazonas, Maranhão e Pará, Boi-Bumbá; em Alagoas, Folguedo-do-boi... e esses são só alguns nomes! (Dá para qualquer boi ficar confuso.) Bumba quer dizer "Bate!Chifra!"
       É uma festa muito popular no Norte e Nordeste do Brasil. O boi nasce em uma festa, morre em outra e ressuscita na última. Calma, não precisa ficar com pena dele. Não é um boi de verdade. É uma fantasia de boi toda enfeitada de fitas coloridas, e embaixo dela fica um dançador. Acompanhando o dançador vão pessoas vestidas de vaqueiros e gente de todo tipo, com roupas coloridas, cantando e dançando pelas ruas, indo de casa em casa. O Boi é uma mistura dos folclores africano, indígena e português! As festas acontecem de novembro até 6 de janeiro, o Dia de Reis.

Boitatá, a Cobra de fogo

     
Ou Batatá, Baitatá, Biatatá, Bitatá, Batatal... O nome é indígena e quer dizer "cobra de fogo". E é justamente o que ela é. Contam que certa vez houve uma grande enchente e todos os bichos morreram, menos a cobra.

      Quando a água baixou, era tanta comida que ela até ficou fresca: só queria comer os olhos dos bichos, porque eram mais molinhos (é meio nojento, mas a lenda é assim).

      Foi comendo tanto olho, tanto olho, que sua pele ficou transparente e ela virou uma cobra de luz! Virou o Boitatá. Dizem que o Boitatá persegue quem faz queimadas nas matas, e se você correr — babau! Lá vai ela atrás.






Curupira, o Protetor dos bichos
      É um anão, de cabelo vermelho, os pés virados para trás e os calcanhares para a frente. Pode ser pequeno, mas é um danado: ele protege as matas e os bichos dos caçadores, e é bem mau com eles: faz esquecerem o caminho e ficarem perdidos da silva no meio da floresta, bate neles, faz com que desapareçam... e como tem os pés virados para trás, quando os caçadores acham que ele está indo, ele está é voltando. Ou será o contrário?
Boto, o pai dos filhos sem pai
      Filho que ninguém sabe de quem é, é filho do Boto. É o que se diz no Norte do Brasil. O boto é um golfinho do rio Amazonas. Ele é um Don Juan de lá: quando a noite cai, ele sai do rio e vai para as festas paquerar as moças bonitas. E como não é bobo, ele não vai na forma de boto, porque senão ia matar as pobres moças do coração! Ele se transforma num rapaz bonito, alto, forte, grande dançador e bebedor (adora uma cachaça). Mas tudo tem seu prazo, e antes da madrugada ele tem de voltar para o rio, porque senão ele vira boto de novo... fora da água. Já viu que lá todo mundo desconfia dos moços bonitos que aparecem sem aviso nas festas e saem antes do amanhecer... Pudera!
Saci-Pererê, o brincalhão
          Esse você conhece do Sítio do Pica-pau Amarelo. É um negrinho de uma perna só, com uma carapuça (gorro) vermelha na cabeça, que lhe dá poderes mágicos.          É muito esperto e adora fazer traquinagens. Uma das suas preferidas é dar nó em crina de cavalo, depois de lhe dar uma canseira das boas, fazendo o bicho correr a noite inteira. Ele gosta de aprontar com as pessoas também: apaga o lampião, faz queimar a comida no fogo, espanta quem viaja sozinho... É um levado da breca.

Mula-sem-cabeça, a mulher do padre
Diz a lenda que mulheres que saem com padres viram mula-sem-cabeça na noite de quinta para sexta-feira. Ela sai galopando por aí, assombrando os pobres seres que cruzam seu caminho. Lança fogo pelas narinas e pela boca.
            Suas patas são de ferro, por isso ela pode galopar à vontade sem gastar os cascos. Como se não bastasse, fica relinchando a noite inteira e não deixa ninguém dormir. Para acabar o feitiço, alguém tem de ter a coragem de ir até ela e tirar o freio de ferro que ela leva nos dentes (dizem que ela não tem cabeça, mas tem boca, dentes e narinas). Haja coragem de enfrentar um bicho desses!


Gritador, o duende do vale de S. Francisco
                  Diz a lenda que o Gritador, ou Zé-Capiongo, vive gritando dentro da noite. Dizem que ele é a alma de um vaqueiro que desrespeitou a Sexta-Feira da Paixão (quando os vaqueiros têm de ficar quietinhos), saiu para campear seu gado e nunca mais voltou. Virou assombração.               Hoje vive gritando no mato, campeando uma boiada invisível que nem ele. O Gritador costuma gritar mais à noite, mas não tem hora para infernizar os outros: dizem que até ao meio-dia ele fica lá gritando no mato, assombrando quem passa, assustando a bicharada.
E essas histórias entraram por uma porta, saíram pela outra... e quem quiser que conte outra!